terça-feira, fevereiro 05, 2013

O amor é o maior dom de Deus

Cinco crianças brincando no quintal e a menor com pouco mais de dois anos sendo cuidada por a segunda depois da mais velha que deveria estar com uns oito anos de idade.Enquanto brincam no quintal a mãe encontra-se nos braços do amante ali mesmo em sua casa,o único cuidado é para que as crianças continuem a brincar lá fora.Uma delas cai e se machuca e começa a chorar e a mãe não está nem ai ela apenas diz para passar uma água e logo vai sarar.
Em outra ocasião a menina de dois anos já crescidinha se machuca na escola e a mãe manda que uma das filhas a leve na farmácia para o rapaz dar uma olhada,o farmacêutico corta parte da pele e aplica dentro do machucado uma anestesia...ela grita e segura com muita força o braço de sua irmã,passado alguns dias o machucado fica muito vermelho e a criança começa a ter febre muito alta e sua mãe resolve passar mercúrio,não adianta em nada e ela tem que levar ao pronto socorro,a mãe foi reclamando todo o tempo e lá o médico lhe deu uma bronca muito grande pois o rapaz da farmácia fez um procedimento errado.A criança estava ardendo em febre e teve que ficar em observação com lençóis molhados sobre seu corpo para assim fazer com que a febre diminuísse e teve que tomar muito soro via oral,durante todo o processo a mãe esteve sempre do lado de fora da enfermaria e não se aproximou em momento algum para saber como estava a sua criança.A menina não resistiu e entrou em óbito as 16h15 do dia 12 de Abril daquele ano de 1970.
Ainda haviam mais quatro filhos para criar,após o sepultamento da caçula a mãe retomou sua vida e seus amantes,crianças crescendo sem a figura paterna pareciam zumbis cada um fazia o que queria,naquela casa não haviam regras e nem alimentos.Havia ali muita vontade de vencer de todas aquelas crianças sujas e mal trapilhas,elas se cuidavam entre si,se amavam de verdade...nunca as vi questionando por suas vidas.Cresceram e eu estive todo o tempo ao longe observando pra um dia quem sabe poder contar pra alguém.Todas as moças casaram-se muito bem e moram em bairros bons em suas casas não há falta de alimento e seus filhos são cuidados como principesinhos e princesas,dá pra ver que são pessoas saudáveis e de bom coração.Estou velhinha mas sinto tanto orgulho por terem vencido e serem felizes.A mãe delas já muito idosa é cuidada por todas as filhas que a tratam com todo o carinho,está muito debilitada e já não reconhece as pessoas de seu convívio familiar,choro por ter presenciado tanto descaso para com as filhas e agora se reúnem para dar a mãe aquilo que nunca tiveram...cuidados,carinho e amor.Deus abençoe estas moças maravilhosas que são guerreiras desde o nascimento.

Realidade

Quando aos seus quinze anos Clodine já se viu praticamente noiva,aos dezessete casou-se para livrar-se do julgo da mãe.Foi morar no sul do país e por lá ficou durante dois anos,quando voltaram as dificuldades também os acompanhou,tinham que morar em casa de parentes e com uma criança pequena não era fácil.Seu  marido Ernesto um homem bom e trabalhador teve que retornar ao sul pois aqui não havia colocação de emprego  para ele,ela ficou com a sua mãe e irmãs...trabalhando de doméstica e voltando apenas aos finais de semana,tinha vezes que sua criança não tinha o leite e nem a papinha,sua mãe chorava muito pois não havia alimentos nem para suas filhas e muito menos para sua netinha.
Viveram assim por alguns meses,até que o marido retornou e alugaram uma casa onde tornou-se o lar tão esperado desde que voltaram.Não demorou muito tempo ela engravidou de novo e mais uma e mais outra e outra,muita criança para quem não gostava delas.Desde criança ela não apreciava criança e mesmo assim teve todas,só não teve mais por que o médico disse que era muita cesárea para uma pessoa só,senão teria tido mais uns cinco talvez.
Passou necessidades com sua família e nunca arrependeu-se de ter casado para fugir das garras da mãe.Passado o tempo quase tudo se repete,a filha mais velha Sabrina  também casa aos dezessete anos e tem um filho por ano como sua mãe a diferença é que a Sabrina gostava de crianças e também o médico por conta própria fez uma laqueadura,teve quatro filhos e aos doze anos de casada o marido chega e diz que vai embora,chama as crianças e explica a situação.
O que me chama a atenção é que Sabrina também casou-se para fugir da disciplina paterna e paga um preço alto por isso,vive com seus filhos trabalha em uma empresa pequena na cidade onde mora,seus filhos ainda crianças ficam sozinhos enquanto a mãe sai todos os dias para ganhar o pão de cada dia.Está proibida de arrumar um namorado,seu pai não quer nem ouvir tocar nesse assunto.
Penso que se ela tivesse estudado e trabalhado em sua juventude hoje não estaria sujeita a isso,ter que ficar só sentir-se solitária e não ter ninguém para dividir suas dúvidas e seus medos.Nunca devemos procurar uma saída para os problemas entrando em um casamento ou algo assim,pois envolve pessoas e a cabeça fica a mil por não saber lidar com a situação e o pior é não poder voltar ao tempo e fazer tudo diferente,há apenas uma realidade que é levantar-se do chão e ir a luta pois apesar de todos os obstáculos que aparecem durante a vida,há uma luz no fim do túnel,sempre há a possibilidade de tentar ser feliz e conseguir ser feliz de fato.Aprende-se a viver vivendo,antes de chegarmos ao céu  temos que passar pelo inferno.primeiro experimentamos o amargo da vida pra depois conhecer o doce que ela tem reservado pra nós.

segunda-feira, fevereiro 04, 2013