segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Poucos amigos

Eu já me surpreedi com pessoas que achava que eram falsas comigo,no momento em mais precisei foi delas que recebi um ombro pra chorar e um colo pra me aconchegar.Também achei que eram meus amigos leais, aqueles que topavam tudo...mas na primeira ventania fui largada a própria sorte e sozinha em meio a tempestade,quando passada a tormenta elas voltaram e eu já calejada e com as feridas ainda abertas,não as quis mais em minha vida,não como amigas,as aceito apenas como pessoas do cotidiano.
S A

terça-feira, agosto 14, 2012

Foi como escrever na areia da praia,o vento vem e leva

Ontem me peguei escrevendo muito e lágrimas se misturavam às minhas idéias e pensamentos,escrevi e chorei,chorei o mesmo tanto que escrevi.Quando os olhos já inchados e cansada de tanta água molhando minhas lembranças eu resolvi que já era hora de finalizar o texto e salvar ou postar direto no blog,depois de abrir meu coração o que me não foi coisa fácil e quem me conhece bem sabe disso...Apertei o botão errado e deletei tudo,só salvei uma linha...acho que não era pra eu postar tudo aquilo naquele momento.Poderia escrever tudo novamente,mas eu fui escrevendo o que estava sentindo no momento e jamais sairia igual.Eu me peguei brigando com meu pai e ao mesmo tempo sentindo sua falta,coisa de gente doida mesmo.

Definição de filhos

 "Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo".
José Saramago

segunda-feira, agosto 13, 2012

Tempo de sol

É tempo de ver o sol, ainda que seja noite,
pois sabemos "racionalmente", que o sol não sumiu,
apenas se escondeu para que a lua se exiba no céu.
Então, deixar-se aquecer pela certeza de que a felicidade não sumiu,
apenas deu um tempo para que a tristeza se exibisse,
mostrasse para você que o melhor de tudo é ser feliz,
e que se perdeu um amor, não perdeu a capacidade de amar,
se perdeu um dente, a boca ainda está no lugar,
se perdeu um emprego, a experiência ainda está lá,
se perdeu um parente, outro ficou para cuidar,
se perdeu um sonho, esta noite foi feita para sonhar.
Não se perca de você, este sim, é difícil de achar.
O resto é manter a chama do amor acesa,
pois somos essencialmente feitos de amor,
tudo em nós é música suave, é poesia e calor,
nós é que nos escondemos, nos assustamos, esfriamos.
É tempo de acender tochas amorosas em nós mesmos,
espalhar o amor como semente generosa,
e confiar que no tempo certo, colheremos,
cestos e cestos de flores perfumadas,
perfume de muito valor,
o perfume do amor.
(Paulo Roberto Gaefke)

quarta-feira, agosto 08, 2012

Pede e espera pois Deus age em silêncio

Deus escreve certo por linhas tortas





Após um naufrágio, o único sobrevivente agradeceu a Deus por estar vivo e ter conseguido se agarrar a parte dos destroços para ficar boiando.
Este único sobrevivente foi parar em uma pequena ilha desabitada e fora de qualquer rota de navegação, e ele agradeceu novamente.

Com muita dificuldade e restos dos destroços, ele conseguiu montar um pequeno abrigo para que pudesse se proteger do sol, da chuva e de animais e para guardar seus poucos pertences, e como sempre agradeceu a Deus.

Nos dias seguintes, a cada alimento que conseguia caçar ou colher, ele agradecia...
No entanto, um dia, quando voltava da busca por alimentos, ele encontrou o seu abrigo em chamas, envolto em altas nuvens de fumaça.
Terrivelmente desesperado ele se revoltou... gritava chorando:
- "O pior aconteceu ! Perdi tudo! Deus, por que fizeste isso comigo?"
Chorou tanto, que adormeceu, profundamente cansado...

No dia seguinte bem cedinho, foi despertado pelo som de um navio que se aproximava.

- "Viemos resgatá-lo" - disseram.

- "Como souberam que eu estava aqui?" - perguntou ele.


- "Nós vimos o seu sinal de fumaça"!




É comum sentirmo-nos desencorajados e

até desesperados quando as coisas vão mal.

Mas Deus age em nosso benefício,

mesmo nos momentos de dor e sofrimento.

  

Se algum dia o seu único abrigo estiver em chamas,

esse pode ser o sinal de fumaça que fará

chegar até você a Graça Divina.

  

Para cada pensamento negativo nosso,

Deus tem uma resposta positiva.

segunda-feira, junho 18, 2012

A arte de resolver conflitos


O trem atravessava sacolejando os subúrbios de Tóquio numa modorrenta tarde de primavera.

Um dos vagões estava quase vazio: apenas algumas mulheres e idosos e um jovem lutador de Aikidô. O jovem olhava, distraído, pela janela, a monotonia das casas sempre iguais e dos arbustos cobertos de poeira.

Chegando a uma estação as portas se abriram e, de repente, a quietude foi rompida por um homem que entrou cambaleando, gritando com violência palavras sem nexo.

Era um homem forte, com roupas de operário. Estava bêbado e imundo. Aos berros, empurrou uma mulher que carregava um bebê ao colo e ela caiu sobre uma poltrona vazia. Felizmente nada aconteceu ao bebê.

O operário furioso agarrou a haste de metal no meio do vagão e tentou arranca-la. Dava para ver que uma das suas mãos estava ferida e sangrava.

O trem seguiu em frente, com os passageiros paralisados de medo e o jovem se levantou. O lutador estava em excelente forma física. Treinava oito horas todos os dias, há quase três anos.

Gostava de lutar e se considerava bom de briga. O problema é que suas habilidades marciais nunca haviam sido testadas em um combate de verdade. Os alunos são proibidos de lutar, pois sabem que Aikidô "é a arte da reconciliação. Aquele cuja mente deseja brigar perdeu o elo com o universo.

Por isso o jovem sempre evitava envolver-se em brigas, mas no fundo do coração, porém, desejava uma oportunidade legítima em que pudesse salvar os inocentes, destruindo os culpados.

Chegou o dia! Pensou consigo mesmo. Há pessoas correndo perigo e se eu não fizer alguma coisa é bem possível que elas acabem se ferindo.

O jovem se levantou e o bêbado percebeu a chance de canalizar sua ira.

Ah! Rugiu ele. Um valentão! Você está precisando de uma lição de boas maneiras!

O jovem lançou-lhe um olhar de desprezo. Pretendia acabar com a sua raça, mas precisava esperar que ele o agredisse primeiro, por isso o provocou de forma insolente.

Agora chega! Gritou o bêbado. Você vai levar uma lição. E se preparou para atacar.

Mas, antes que ele pudesse se mexer, alguém deu um grito: Hei!

O jovem e o bêbado olharam para um velhinho japonês que estava sentado em um dos bancos. Aquele minúsculo senhor vestia um quimono impecável e devia ter mais de setenta anos...

Não deu a menor atenção ao jovem, mas sorriu com alegria para o operário, como se tivesse um importante segredo para lhe contar.

Venha aqui disse o velhinho, num tom coloquial e amistoso. Venha conversar comigo insistiu, chamando-o com um aceno de mão.

O homenzarrão obedeceu, mas perguntou com aspereza: por que diabos vou conversar com você?

O velhinho continuou sorrindo. O que você andou bebendo? Perguntou, com olhar interessado.

Saquê rosnou de volta o operário e não é da sua conta!

Com muita ternura, o velhinho começou a falar da sua vida, do afeto que sentia pela esposa, das noites que sentavam num velho banco de madeira, no jardim, um ao lado do outro. Ficamos olhando o pôr-do-Sol e vendo como vai indo o nosso caquizeiro, comentou o velho mestre.

Pouco a pouco o operário foi relaxando e disse: é, é bom. Eu também gosto de caqui...

São deliciosos concordou o velho, sorrindo. E tenho certeza de que você também tem uma ótima esposa.

Não, falou o operário. Minha esposa morreu.

Suavemente, acompanhando o balanço do trem, aquele homenzarrão começou a chorar.

Eu não tenho esposa, não tenho casa, não tenho emprego. Eu só tenho vergonha de mim mesmo.

Lágrimas escorriam pelo seu rosto.

E o jovem estava lá, com toda sua inocência juvenil, com toda a sua vontade de tornar o mundo melhor para se viver, sentindo-se, de repente, o pior dos homens.

O trem chegou à estação e o jovem desceu. Voltou-se para dar uma última olhada. O operário escarrapachara-se no banco e deitara a cabeça no colo do velhinho, que afagava com ternura seus cabelos emaranhados e sebosos.

Enquanto o trem se afastava, o jovem ficou meditando...

O que pretendia resolver pela força foi alcançado com algumas palavras meigas.

E aprendeu, através de uma lição viva, a arte de resolver conflitos.
 
adaptação de conto do livro "Histórias da alma, histórias do coração",

domingo, junho 17, 2012

Acordando feliz

Eu via crianças vestidas com roupas na cor azul céu e com muito brilho nos tecidos,a rua estava fechada para este evento.Nas casas seguintes eu também entrei e ao invés de paredes eram lonas brancas apenas na parte da frente,continuei andando e vidrada ou melhor encantada com o tamanho e qualidade do evento.Abri algumas cortinas e vi que ali havia um senhor acamado  e ao me ver estendia a mão,em outro local um pouco mais à frente outra pessoa de cama só quer era do sexo oposto da primeira.Continuei a minha expedição até chegar e um camarim totalmente improvisado,fiz perguntas do tipo quanto tempo iria ficar em cartaz e quanto era a entrada.A resposta foi seca,se eu não fosse da produção teria que me retirar.Obedeci prontamente.Foi um sonho que tive,acordei totalmente renovada e encantada pois me senti como que curada de algo,descrevi aqui apenas uma pequena parte do sonho pois ele foi extenso...O mais importante é que me fez muito bem,fui tirada de mim  e quando retornei estava com muito mais energia,acho que fui levada para recarregar as pilhas.